O ideal é ter "top de linha", aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com o melhor - isso até que outro melhor apareça- e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, além do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa especie de insatisfação permanente.
Bão desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.
Cada comercial na tv nos convence de que merecemos ter mais do que temos. Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários. Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente. Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto da escola onde estudo, tenho mesmo que mudar pra melhor escola só porque ela é mais cara? e aquela tv de n sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto? o cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo melhor cabeleleiro, aquele do centro da cidade? Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o pseudo bom que já temos.
Se gosto da escola onde estudo, tenho mesmo que mudar pra melhor escola só porque ela é mais cara? e aquela tv de n sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto? o cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo melhor cabeleleiro, aquele do centro da cidade? Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o pseudo bom que já temos.
A casa que pode ser pequena, mas nos acolhe. a escola que não é tão cara, mas nos sentimos em casa. o meninos que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os meninos "perfeitos".
As férias que não vão ser na Disney, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo...
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?
Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?
As férias que não vão ser na Disney, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo...
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?
Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?
Por Leila Ferreira - Modificado por mim.
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